I’m Slow Dancing in a Burning Room

Quando eu comecei a escrever “O Itinerário da Ilusão” eu contei aqui que havia acabado de perder a minha melhor amiga. É que hoje, neste momento, o conceito de melhor amiga (o) deixou de existir. Neste período aprendi que “cada um compensa como pode”.

A Jane tinha t-u-d-o para não dar certo comigo. Geniosa, tresloucada, falava e fazia o que lhe dava na telha e não tinha um pingo de juízo, não obedecia regra nenhuma, não estava nem aí pra opinião alheia ou o julgamento que viessem a fazer em relação a quaisquer das atitudes que ela tivesse tomado ou viesse a tomar.

Mesmo assim, ela conseguiu me conquistar. A Jane conquistou a minha essência. Melhor amiga? Não sei o que é ser melhor amiga (o). O que eu sei é o que é ser companheira, eu sei o que é escolher a irmã que eu não tive por vias biológicas, no meio de uma multidão. E isso a Jane era e desempenhava o papel muito bem, obrigada.

A partida dela veio logo depois que eu havia entrado em um processo de revisão de conceitos violentíssimo. Nossa última conversa girou em torno não apenas das mudanças que isso traria para mim e para o mundo a minha volta, claro, mas também das dores e dificuldades que eu enfrentaria pelo caminho.

Mal sabia eu que, ao deixá-la em casa naquela noite, nunca mais voltaríamos a nos ver. Não avaliaríamos os resultados e ela não estaria lá me esperando com o vinho branco na mão, pra que eu chorasse e desabafasse as minhas dores, os meus fantasmas e os impasses do caminho. A partida da Jane, para mim, simbolizou o primeiro desafio, que demorei a enxergar.

Como se com o adormecer da minha maior companheira, acordassem todos os meus fantasmas, toda a escuridão, todos os episódios que ao longo da vida varri para debaixo da cama.

E quando todos eles vieram me visitar precisei tomar as minhas atitudes e se as mudanças eram diversas e repentinas, elas passaram a ser violentas. E assim foram. Hoje me sinto no meio do caminho, mas consegui tornar tudo infinitamente mais calmo. Como se fosse a calma a responsável por me ajudar a encontrar as direções, os meus caminhos, a tomar as minhas decisões.

Imagino estar cruzando a reta final do curso de Admnistração de Empresas, mas não sei bem quando isto vai, de fato, acontecer. E apesar de ser prioridade, não é minha razão de viver. É o sexto mês de estágio na Microsoft Brasil. Passa o tempo, aumentam as responsabilidades. Mudaram os amigos, mudam os lugares freqüentados, os interesses, o gosto musical. Tudo muda. Mas também entendi que, às vezes ter paciência e coragem de resgatar o passado é fundamental pra se sentir feliz no presente. E sim, continuo apaixonada. E o passado nunca me fez tão bem. Não mesmo.

 

Dúvidas, sonhos, desafios… Meu Propósito.

Não tenho mais dúvidas profissionais quanto à faculdade. Acabei por aceitar que o ferramental que a Escola de Administração me oferece é precioso. Mas também me abre um leque de possibilidades tão amplo que chega a ser angustiante.

Hoje quero seguir carreira na Microsoft. Amanhã penso em abrir meu próprio negócio, minha flagship na Oscar Freire (ok, podem rir agora!)  e mudar a história da moda neste país. Em seguida volto a sonhar com o Instituto Rio Branco, com a ONU, com toda a vontade que  não cabe em mim de mudar o mundo. São muitos sonhos, tantos que me levam a parecer bipolar. Me envolvo com tudo, com todos, com toda sorte de projetos. Se participei da articulação político-acadêmica da minha faculdade, também tenho meu blog de moda. Se fui voluntária em orfanato, também me apaixonei pelo Oásis Santa Catarina. Gosto de música, meus amigos ouvem Chico e eu freqüento show de rock. Quero aprender a costurar, já rabisco minhas próprias roupas. As cadeiras de ciências sociais da faculdade me empolgam.  Penso que é cedo para decidir, devo ter muita coisa pra viver. Como se novos sonhos viessem por aí.

Os sonhos vem acompanhados dos desafios. Não me incomodo com eles. Pelo contrário, desafios me atraem. Desafios me fascinam. São inúmeros, mas eu os encaro, traço meu caminho até o objetivo. Se me perguntam qual o meu propósito, digo que é ser uma pessoa melhor. Crescer a cada dia. Melhor para mim e para quem está a minha volta. Me importo com os outros, eles tem influência sobre mim e sobre quem eu sou.

Porque participar do GSA 2011

Minha convivência com os Guerreiros de 2009 me trouxe todas as coisas de que eu quero lembrar e jamais esquecer. Tenho absoluta certeza de que já eram pessoas especiais antes do Programa, mas que o GSA foi, para eles, como ligar um grande holofote na tomada. Iluminaram-se, ampliaram seus próprios horizontes. Ampliaram os horizontes de quem passou pela vida deles desde então. Ampliaram os meus horizontes. Quero descobrir minha capacidade de irradiar a mesma energia. Quero escancarar as venezianas da minha janela para o mundo.

Minha Ação, Meu Compromisso

Me descobriram guerreira quando participei de minha primeira corrida para o Diretório Acadêmico. Fogo, dizia o amigo Emygdio, alguém que digo ser uma espécie de herói para mim. Busco sempre o melhor, me apaixono pela excelência. O impossível para mim é uma criação das nossas mentes. Nada é impossível. Improvável? Talvez não. Do Diretório Acadêmico para o Oásis Santa Catarina. Um salto para vôos mais amplos. E ainda acredito que poderia ter dado bem mais. Tenho muito mais a oferecer. Não deixo passar oportunidades. O GSA está entre as minhas prioridades desde 2009.

Recentemente, numa conversa com o mesmo Emygdio (na essência, mas cheio de novas nuances) confessei que em algum momento desde a partida da minha melhor amiga, me ocorreu que talvez eu não estivesse pronta para ajudar outras pessoas. Que eu estivesse num momento em que eu precisava ME  AJUDAR, pra daí então olhar à minha volta.

Essa sensação permanece, mas quem sabe o que vem por aí não me faça ver todas essas mudanças invididuais de um novo ângulo?!

Não fiz planos para quando voltar do Guerreiros sem Armas. Mas há uma certeza latente dentro de mim: voltarei com novos sonhos, novos planos, novos anseios. E sinceramente: Eu mal posso esperar.

Tá faltando foto nesse blog. Mas vamos falar de idéias, néam.

Essa semana tá sendo mesmo uma loucura. A minha idéia, para a “Semana do Saco Cheio” (oi, GV, você ainda lembra o que significa a expressão “saco cheio”?), além de estudar (né, GV!) é editar os posts deste glorioso blog, arrumar o meu Casulo Fashion, a casa, as roupas… enfim. Se sobrar tempo ainda vou ver os amigos.
Mas vamos lá: Eu SEI que eu tinha que ter postado até ontem, mas como eu estava em provas na faculdade, não sobrou tempo nem pra dormir. Aliás, ultimamente, vamos combinar, dormir é pros fracos.
Eu tenho que contar a idéia que eu tive pra mudar alguma coisa que eu acho importante. Eu falei no último post, que lá no trabalho tudo que se imprime vem com uma cover page. Diz que é pra usar em reuniões, mas as minhas ficam lá e eu vou usando de rascunho até não ter mais onde escrever nada, pra depois descartar.
Só, que convenhamos, né, Brasil. Papel vem das árvores e elas demoram pra crescer, alooooow, alguém pensa nisso antes de sair imprimindo tanta cover page?
Já faz tempo que eu reclamo, mas resolvi fazer alguma coisa.
Semana passada teve um Company Meeting, e um grupo de funcionários lançou o Innovaction. É um portal onde todo mundo desde o Sr. Geraldo (um faxineiro que é um luxo de educação, um gentleman por definição) até o Michel Levy (Mr. President, oe!) podem publicar suas idéias.
E daí eu aproveitei a oportunidade e coloquei pro meu chefe o que eu andei pensando…
A Microsoft recicla papel? Recicla. Vai tudo pra usinas de reciclagem. Mas a gente não reutiliza papel e isso é embaçado porque adianta de quê reciclar se a gente continua usando mais e mais papel comum, branquinho e tal? Bobagem.
No começo eu pensei em porpôr que uma impressora por andar utilizasse papel reciclável. Mas quando eu conversei com meu chefe maravilha, evoluímos a idéia pra utilizar papel reciclável pra 90% das impressões, já que só 10% delas vai para fora da empresa.
Publiquei a idéia no portal, agora preciso esperar um pouco. Mas já tenho vários simpatizantes!!!

Um beijo gente, vou voltar pros livros!

Das coisas que eu entendo!

Fazer limpa no guarda roupas e na casa como um todo é hábito que construí desde que vim para São Paulo, morar sozinha. Não cabe muita coisa no apartamento, então é preciso ser bastante seletivo em tudo!

Deixei de ser consumista e comprar mil roupas e sapatos. Como todo mundo sabe, eu sou apaixonada por moda. Acontece que aprendi que dá pra ser fashionista sem gastar metade do orçamento, se endividar e atolar o armário todos os meses.

Hoje, meu guarda roupas é extremamente funcional, as peças combinam entre si então só compro alguma ou outra peça que seja a cara da estação, pra atualizar o visual. Mesmo assim, em Janeiro e em Julho eu dou uma geral nos armários desta casa.

A ordem é: Tudo que eu não tiver vestido nos últimos seis meses, vai pra triagem. Se a peça está em bom estado, vai pra uma caixa. Se estiver meio detonadinha vai pra caixa do conserto.

Antigamente eu procurava um brechó que se interessasse pelas roupas que eu não usava mais, ou esperava pra doar pra alguma instituição ou campanha de doação. ´

Mas aí veio a Supercool Market, da Carla Lamarca, que fica na Vila Madalena aqui em São Paulo e resolveu minha vida de uma maneira incrível. A loja, vou colocar o link aqui, só conferir, segue um modelo de negócio sustentável, criado nos EUA. O empreendimento das meninas, funciona da seguinte forma: Você leva as roupas que não usa mais para lá. Elas tem uma curadoria, e escolhem o que vai pras araras da loja. O que não passar na triagem ou você leva de volta pra casa, ou deixa pra doação! É lindo, não é? Elas pagam pelas roupas que irão parar nas araras da loja em dinheiro ou em créditos pra você trocar por roupas do próprio Supercool Market! E é tudo muito limpinho e organizado, diferente da maioria dos brechós! Superbacana!

Nada se cria, nada se perde. TUDO se transforma.

Quando eu li a segunda tarefa pensei: OH, MY GOSH! Coleta seletiva!

Para um apartamento de um quarto apenas, não há muito lixo pra selecionar. Em geral, faço minhas refeições fora de casa, e minha geladeira, por exemplo não tem muito mais do que leite desnatado, queijo cottage, chá branco. Acontece que esta semana recebi uma amiga em casa e a estada dela fez com que eu tivesse que incluí-la na realização da tarefa. E aí surgiu o desafio de conscientizar alguém que não tem o hábito de separar o lixo. Vejamos como nos saímos.  Queria dizer que eu não tirei fotos durante esta semana, o que é lamentável, mas vejamos… são 23:17 e estou escrevendo o blog, após estudar para as provas da GV. Correria.

Aqui no prédio a coleta de lixo não é seletiva. Não separam vidro, papel, plástico, metal e orgânicos. O máximo que temos aqui é um latão cinza (para lixo seco e reciclável) e um latão verde (pra lixo orgânico) por andar. Então eu sigo este padrão aqui em casa, que não é o ideal, mas, como diria minha amiga Julliana, “é o que tem pra hoje”.

A graça de estar recebendo a Bruna aqui em casa é que o volume de lixo aumentou considerávelmente. Ela tem espírito festivo, digamos assim, e é completamente viciada em Coca Cola normal. A única foto que eu consegui tirar durante a semana é das assustadoras (!!!) 7 garrafas de Coca Cola consumidas em 4 dias. Além do refrigerante a Bruna gosta de cozinhar todo dia. No começo, pra se acostumar com a idéia de lixo orgânico no lixeiro laranja e lixo seco no lixeiro rosa, foi um pouco difícil. Mas ela pegou o jeito e no fim deu tudo certo.

Aqui em casa a tarefa não fez uma revolução na maneira de pensar o descarte do lixo. MAS lá na empresa fez com que eu começasse a questionar o uso de papel.

Na Copa dos andares lá do meu trabalho, as lixeiras são próprias pra coleta responsável de lixo e eu acho isto genial. O problema é que toda vez que imprimimos alguma coisa, o material vem com uma “cover page” que é inutilizada. Imaginas e você imprime 50 arquivos, vai ter 50 folhas inutilizadas. Absurdo, né?  Tive a idéia de propôr que passássemos a usar papel reciclado em todas as impressões destinadas ao uso interno da Microsoft. Vou sugerir na próxima semana, está até anotado na  minha agendinha!!

Vou procurar tirar umas fotos pra atualizar este post.

Volto já com algumas novidades!

 

Quem sou eu neste ponto de partida

Quem estou?

Estou passando por mudanças. Mudanças repentinas. Imagino estar cruzando a reta final do curso de Admnistração de Empresas e no terceiro mês de estágio na Microsoft Brasil. Estou inciando uma viagem de mim à mim mesma, em que mudam os amigos, mudam os lugares freqüentados, os interesses, o gosto musical. Tudo muda. Em meu caminho, busco o sentido das mudanças e em alguns momentos elas se mostram necessárias. Gritantes. Fundamentais.

Como me sinto?

No momento estou feliz por ter recebido a notícia de que posso alimentar um novo sonho: participar do Guerreiros 2011. Notícia esta que me acalma o coração e a alma, que se sentem machucados, doloridos, sem chão. Acabo de perder minha melhor amiga, grande incentivadora de minha inscrição para este programa. Sinto que minha “casa” está arrumada, embora esteja também em reforma. E que, de repente, em meio a um apagão, alguém abriu a janela da sala.

Dúvidas, sonhos, desafios… Meu Propósito.

Não tenho mais dúvidas profissionais quanto à faculdade. Acabei por aceitar que o ferramental que a Escola de Administração me oferece é precioso. Mas também me abre um leque de possibilidades tão amplo que chega a ser angustiante.

Hoje quero seguir carreira na Microsoft. Amanhã penso em abrir meu próprio negócio, minha flagship na Oscar Freire (ok, podem rir agora!)  e mudar a história da moda neste país. Em seguida volto a sonhar com o Instituto Rio Branco, com a ONU, com toda a vontade que  não cabe em mim de mudar o mundo. São muitos sonhos, tantos que me levam a parecer bipolar. Me envolvo com tudo, com todos, com toda sorte de projetos. Se participei da articulação político-acadêmica da minha faculdade, também tenho meu blog de moda. Se fui voluntária em orfanato, também me apaixonei pelo Oásis Santa Catarina. Gosto de música, meus amigos ouvem Chico e eu freqüento show de rock. Quero aprender a costurar, já rabisco minhas próprias roupas. As cadeiras de ciências sociais da faculdade me empolgam.  Penso que é cedo para decidir, devo ter muita coisa pra viver. Como se novos sonhos viessem por aí.

Os sonhos vem acompanhados dos desafios. Não me incomodo com eles. Pelo contrário, desafios me atraem. Desafios me fascinam. São inúmeros, mas eu os encaro, traço meu caminho até o objetivo. Se me perguntam qual o meu propósito, digo que é ser uma pessoa melhor. Crescer a cada dia. Melhor para mim e para quem está a minha volta. Me importo com os outros, eles tem influência sobre mim e sobre quem eu sou.

Porque participar do GSA 2011

Minha convivência com os Guerreiros de 2009 me trouxe todas as coisas de que eu quero lembrar e jamais esquecer. Tenho absoluta certeza de que já eram pessoas especiais antes do Programa, mas que o GSA foi, para eles, como ligar um grande holofote na tomada. Iluminaram-se, ampliaram seus próprios horizontes. Ampliaram os horizontes de quem passou pela vida deles desde então. Ampliaram os meus horizontes. Quero descobrir minha capacidade de irradiar a mesma energia. Quero escancarar as venezianas da minha janela para o mundo.

Minha Ação, Meu Compromisso

Me descobriram guerreira quando participei de minha primeira corrida para o Diretório Acadêmico. Fogo, dizia o amigo Emygdio, alguém que digo ser uma espécie de herói para mim. Busco sempre o melhor, me apaixono pela excelência. O impossível para mim é uma criação das nossas mentes. Nada é impossível. Improvável? Talvez não. Do Diretório Acadêmico para o Oásis Santa Catarina. Um salto para vôos mais amplos. E ainda acredito que poderia ter dado bem mais. Tenho muito mais a oferecer. Não deixo passar oportunidades. O GSA está entre as minhas prioridades desde 2009.

Não fiz planos para quando voltar do Guerreiros sem Armas. Mas há uma certeza latente dentro de mim: voltarei com novos sonhos, novos planos, novos anseios. E sinceramente: Eu mal posso esperar.